Dor crônica

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Fonte: Dr. João Valverde Filho, anestesiologista e médico especialista em dor no Sírio-Libanês.

Aproximadamente 80% da população mundial sofre com algum tipo de dor e 30% sentem seus efeitos de forma crônica, segundo estimativas da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP em inglês).

A dor aguda é aquela que surge repentinamente e tem duração limitada. Geralmente, alerta o indivíduo sobre alguma lesão ou disfunção no organismo, como contusões, cólicas intestinais e queimaduras na pele. Já a dor crônica passa a ser danosa e é reconhecida como sintoma crônico após três meses de sofrimento, mesmo que as causas já tenham sido removidas ou tratadas. “Nestes casos, ela se torna um tipo de doença em que a dor fisiológica (protetora da nossa integridade física) se mantém contínua e degradante para as atividades funcionais”, explica o anestesiologista e especialista em dor no Sírio-Libanês, o dr. João Valverde Filho.

As dores crônicas podem atingir pessoas de todas as idades, tendo como principais causadores os problemas lombares, o câncer, o herpes-zoster, o diabetes, a cefaleia, a enxaqueca, a fibromialgia, a osteoartrite e as lesões musculares.

Segundo o médico, de cada quatro pessoas que sofrem com dor, uma pode desenvolvê-la de forma crônica. Por isso é muito importante ficar atento às dores. Se persistirem e estiverem associadas aos problemas citados anteriormente, é essencial procurar um especialista.

A cannabis no tratamento para dor crônica

Os opiáceos são drogas muito comuns no tratamento de dores. No entanto, a substância provoca forte dependência química e física, além de agredir o fígado. Por outro lado, a maconha medicinal pode trazer os mesmos efeitos analgésicos, sem causar danos nem dependência. 

Em julho de 2019, um grupo de cientistas da Universidade de Guelph (Canadá) fez um estudo para encontrar as moléculas da cannabis que ajudam a combater a dor. No estudo publicado na revista Phytochemistry, os pesquisadores explicam como usaram uma combinação de genômica e bioquímica para descobrir como a planta produz canflavina A e canflavina B, duas moléculas que são 30 vezes melhores para combater uma inflamação do que a aspirina.

Outro estudo, este da Revista Brasileira de Anestesiologia conclui que o delta-9-tetrahidrocanabinol (D9-THC) puro e seus análogos apresentam aplicabilidade clínica, demonstrando benefícios. O desenvolvimento das substâncias sintéticas puras, buscando a atenuação de efeitos psicoativos indesejáveis aponta para perspectivas favoráveis a sua utilização no futuro

No entanto, há pesquisas que indicam o contrário. Este trabalho do Centro Nacional de Pesquisas sobre Drogas e Álcool, da Universidade de New South Wales, sustenta que a maconha medicinal não funciona para dor crônica. Os Pesquisadores acompanharam 1.514 adultos que sofrem de dor crônica – e encontraram até pioras no quadro de alguns que consumiram a erva

Fonte: Revista Brasileira de Anestesiologia e IFL Science

Foto: Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação

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